Alice is dead

Às vezes quero voltar correndo pro banco de trás. A gente vai seguindo a vida no piloto automático e, de repente, se dá conta que já saiu do banco de trás há muito tempo. E que chegou num ponto que não dá mais pra sentar atrás. Simplesmente nunca mais.

Nas últimas semanas, tudo o que desejei foi voltar pra lá. Pra aquela tranquilidade e falsa certeza de que nada de ruim pode acontecer. Porque é fácil dirigir quando não há a obrigação de dirigir, quando se tem a certeza que, se a gente cansar, podemos voltar pro banco de trás. Só que chega o momento que não há mais o co-piloto. Mas, se até mesmo o Charlie sabe que isso é impossível pular pra trás, por que hei de ficar me iludindo?

O que me resta é ir aproveitando cada pedacinho como se estivesse tomando um yakult com apenas um furinho, deixando a Régine cantar.

 

 

 

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