Bastar

disfigurine Justin Novak
disfigurine
Justin Novak

Viu apenas uma parte.

O suficiente pra doer, o bastante pra remoer.
O resto não soube, talvez nem quisesse.
Seriam feridas muito profundas perceber que apenas ocupava um espaço disponível pelo acaso,
como um assento vazio no trem.

Nada a seu alcance poderia mudar aquilo. Mas tentou porque é isso que fazemos na vida. Acreditamos, nos iludimos, compramos a ideia vendida.

E assim foi. Foram os dias, as datas…

E as buscas.

Incessantes. Obsessivas. Decepcionantes.

Estava tudo ali gravado o que não desejou saber.

E assim gravou-se de marcas, sulcos, cicatrizes.

E ouviu.

Ouviu sobre outras que pareciam loucas, pra hoje pertencer a elas.

Acreditou.

Acreditamos.

Desacreditou.

Desacreditamos.

Não sou boa o bastante.

Basta.

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