M1≠M2?

Eu já havia falado sobre esse nó aqui

São vários nós que não consigo desatar. Esse é um deles.

Eu a escutei e até fiz um esforço em aceitar aquela argumentação, mas sendo sincera comigo, as dúvidas continuam por aí.

Faltam-me dados pra elaborar melhor, confesso.

Digamos que sou duas. Uma viu o pior, toda a sordidez. A outra viu o melhor, o processo de mudança. A primeira (M1) sempre acreditou que não há mudanças significativas no caráter do cerumano e ponto final. Deu uma segunda chance, se lascou mais ainda e ponto final, chega, morra. Por outro lado, a segunda (M2) não consegue sustentar aquela proto tese. Como seguir afirmando aquilo se convive com outro cerumano que visivelmente não têm o mesmo discurso e atitudes de um passado nem tão distante?

Alguns irão discorrer sobre neurose complementar e, na boa, isso tudo é papo pseudo-científico que mascara relações entre seres socialmente desiguais: uns socializados de forma a sentirem-se merecedores de tudo, a despeito de serem medíocres, e outros de forma a aceitarem as migalhas dos primeiros. Muito justo isso, não?

Outros dirão que eu mudei e, por isso mesmo, por não mais ser aquela que um dia tolerou o intolerável, só aceitaria conviver com um outro tipo de alguém. Isso seria uma meia verdade. De fato, não tolero mais aquilo. M1 já possuía as sementes que germinaram aceleradamente em M2. Mas aí estaríamos levando em conta apenas as duas (que não verdade é um) e esquecendo dos outros  dois atores (C1 e C2), indivíduos que, apesar do mesmo par cromossômico, possuem personalidades distintas. São eles que convergem num ponto: cagar e sentar com cerumanas que  muito quiseram acertar pra depois, seguidamente, tentar mudar com outro cerumano.

(abro um parênteses aqui pra dizer que estou partindo de uma suposição bem distanciada do objeto e que levo em conta que o padrão de julgamento mudou, já que M2 analisa de forma diferente de M1. Vamos deixar isso assim, mas creio que é um ponto a ser desenvolvido).

C2 afirma que muito aprendeu com M2. Porém, aprender pressupõe despir-se da arrogância e escutar o outro e, portanto, o próprio ato de aprender é uma mudança. Posso até afirmar que recebeu minhas críticas que, depois de todo o episódio vivido por M1, já estavam duras e sem freios.

Sem concluir, continuo intrigada se devo reelaborar a verdade que construí pra dar conta do passado ou trato isso apenas como exceção à minha regra?

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E a gente?   

 

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