“Call me morbid, call me pale
I’ve spent too long on your trail
Far too long
Chasing your tail…”

Havia ali um pouco de tudo. De obsessão, de adoração, de submissão. Ah sim, de negação também.

E o fim chegou. Mas os ãos permaneceram. Talvez novos surgiram e se amalgamaram aos outros. Parecia um remake de um filme ruim que eu já havia assistido. Interpretado, na verdade. E do qual me envergonhei e me culpei amargamente. Ao ver a nova versão, não pude fugir da má interpretação: “A nova protagonista era péssima, só podia estar pirando, o que queria fazendo aquela cena ridícula…stalker agora, rondando o ex-bairro? pfff”.

Eu sabia o que era aquilo. Considerei que fazia parte do processo – “acontece com todas”.

Mas

I’ve spent six years on your trail

Six long years…on your trail

E então foram anos. Lembrei que assim como ela, também não tive a sinceridade e honestidade do ponto final quando foi necessário.

Apenas reticências.

So tell that girl you don’t love her
And if you do, tell her two times
Cause you’re more likely to get cut with a dull tool
Than a sharp one

Ele não disse que não a amava mais. Por covardia.

O idiota dizia que me amava, por covardia.

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