do porquê não tomar hipnóticos

A pessoa atormentada conseguiu por um período de 24 hs acreditar que as coisas ao seu redor estavam caminhando para a estabilidade e, por isso, chegaria o momento em que poderia por sua mente para descansar.

O que aconteceu, na verdade, foi que a pessoa atormentada estava envolta apenas em uma crença de que ela pode ter paz, pois o que aconteceu (na verdade ainda não aconteceu, mas as condições objetivas para que tais ameaças a sua frágil paz venham a se concretizar já são suficientes para que a pessoa atormentada tenha dores, pesadelos e outros sintomas) iria acontecer  de qualquer forma, era apenas questão de tempo.

Ela, a pessoa atormentada, sabe sobre a inevitabilidade dos acontecimentos futuros, porém adiou ao máximo encará-los. Apegou-se a crença de que estava com pelo menos 70% sob controle.

A pessoa atormentada sonhou sobre uma daquelas ameaças. Mais uma vez, a mesma pessoa (não a atormentada, mas talvez também atormentada) invadiu seu domicílio. Após o momento de confronto, a pessoa atormentada subitamente passou a ter empatia pela pessoa invasora. Sendo assim, disse a ela que estava aberta ao diálogo. Ironicamente, o desdobramento do sonho foi o inverso do que aconteceu na realidade.

De qualquer forma, o diálogo só é possível em sonho, pois o que a pessoa atormentada diria para a outra pessoa é que ela apenas adiou o sofrimento. E que as pessoas melhoram sim, mas nada as impede de regredir novamente.

 

 

 

 

 

 

 

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